Democracia deve ser ‘conquista’ dos venezuelanos

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, reafirmou que o país apoia o restabelecimento da democracia na Venezuela, além de manifestar preocupação com o elevado número de refugiados venezuelanos nas nações vizinhas.

Ele deu a declaração após reunião ontem (18) com o chanceler chileno Roberto Ampuero.
Para Nunes, a retomada da democracia na Venezuela “deve ser uma conquista do próprio povo venezuelano a partir de um roteiro traçado por eles, que já têm como norte a reconstrução da economia e o restabelecimento das instituições democráticas profundamente vulneradas pelo regime atual”. Acrescentou o chanceler chileno que: “as experiências de transição democrática, tanto do Brasil como do Chile, são uma contribuição muito importante, ou podem sê-lo, para o que está sucedendo na Venezuela”.
As declarações dos chanceleres reiteram preocupação manifestada no fim de semana pelos chefes de Estado e de Governo do Grupo de Lima, formado por 14 países das Américas que se opõem politicamente à administração de Nicolás Maduro, além do primeiro-ministro das Bahamas e do vice-presidente dos Estados Unidos, que divulgaram declaração conjunta em Lima, ao final da Cúpula das Américas, sobre “o agravamento da crise política, econômica, social e humanitária” da Venezuela.
O grupo de Lima é integrado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. No comunicado, os países fazem um chamamento “urgente” ao governo venezuelano para que a próxima eleição presidencial, prevista para 20 de maio, tenha as “garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e democrático, sem presos políticos, que inclua a participação de todos os atores políticos venezuelanos” (ABr).

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