Para Lava Jato, Gilmar ‘desborda o equilíbrio’

A Lava Jato reagiu ontem (12), às acusações do ministro Gilmar Mendes, do STF, que no Plenário da Corte afirmou que “a corrupção chegou ao Ministério Público Federal”.

Gilmar citou o ex-procurador Marcelo Miller, envolvido no caso JBS, e também Diogo Castor, que integra a força-tarefa da Lava Jato no Paraná. Em nota, a Lava Jato do MPF se disse “surpreendida” e atribuiu a Gilmar “absoluta falta de seriedade”
“Lançou contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos notícias antigas e falsas a respeito do comportamento deste na Operação Lava Jato”, diz o texto. “A fala do ministro Gilmar Mendes desbordou o equilíbrio e responsabilidade exigidos pelo seu cargo”, afirmam os procuradores da Lava Jato.
Eles alegam que o ministro faz “não só acusações genéricas e sem provas contra a atuação do MPF, mas especialmente imputações falsas contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos, com base em notícias antigas e em suposto ‘ouvir dizer’ de desconhecidos advogados, mentiras já devidamente rechaçadas em nota pela força-tarefa Lava Jato em Curitiba em 12 de maio de 2017”.
A Lava Jato dá o troco e faz menção a um polêmico capítulo do ministro - sua proximidade com o empresário Jacob Barata Filho, o “Rei do Ônibus”, alvo da Lava Jato no Rio. “Como se pode ver, o procurador da República Diogo Castor de Mattos na força-tarefa Lava Jato não atuou na investigação de João Santana por decisão própria, indo além das exigências éticas e legais da magistratura, comportamento esse que o próprio ministro Gilmar Mendes não observou quanto ao seu impedimento em medidas judiciais relativas ao investigado Jacob Barata Filho” (AE).

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