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Uso de algemas em Cabral foi necessário para garantir “segurança”

A Policia Federal (PF) informou ontem (22) ao juiz federal Sérgio Moro que o uso de algemas, durante a transferência do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, foi necessário para garantir a segurança da operação.

Os esclarecimentos da PF foram motivados por um pedido de explicação feito pelo juiz. Na resposta enviada a Moro, o delegado responsável pelo caso disse que a transferência de Cabral foi realizada desta forma para garantir a segurança da operação.
Segundo a PF, o mesmo procedimento foi adotado em situações semelhantes, “não fazendo distinção entre custodiados tendo em vista seu poder econômico ou status social”. De acordo com os policiais responsáveis pelo caso, o uso de algemas nos pés e nas mãos é justificado diante da situação ocorrida durante a transferência do Rio para Curitiba, com vários repórteres e fotógrafos que estavam na saída do presídio e fizeram “perguntas que poderiam desencadear em agressão”.
“Não é excesso salientar que este núcleo de operações não procura humilhar qualquer preso ou agir de forma abusiva. Pautamos nossa atuação em dados técnicos visando sempre a segurança do preso, da equipe e de terceiros.”, disse a PF. Após a transferência de Cabral para Curitiba, a defesa do ex-governador disse que vai recorrer à segunda instância da Justiça Federal para derrubar a decisão que permitiu a saída dele do sistema prisional do Rio. Os advogados também classificaram o uso de algemas como “espetáculo” (ABr).

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