Metrô: Consórcio paga R$ 553 milhões por duas linhas

O consórcio formado pelo grupo CCR e pela RuasInvest venceu na sexta-feira (19) o leilão da concessão das linhas 5 - Lilás e 17 - Ouro, do metrô de São Paulo.

A Via Mobilidade ofereceu R$ 553,8 milhões pela exploração dos serviços por 20 anos. O valor é quase três vezes maior dos R$ 194,3 milhões de lance mínimo, representando um ágio de 185%. O outro grupo que disputava a concorrência, do qual participava, o sul-coreano Seul Metrô, apresentou uma proposta de R$ 388,5 milhões, praticamente o dobro do lance mínimo.
O contrato prevê R$ 10,8 bilhões de receitas tarifárias e com a exploração dos espaços comerciais e de publicidade. A Linha Lilás deverá ter, quando finalizada, 17 estações, ligando bairros do Capão Redondo à Chácara Klabin. A estimativa é que 850 mil pessoas usem essa linha. A Linha Ouro é um monotrilho que deverá ligar, com 10 estações, o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, transportando 200 mil pessoas por dia. São esperados ainda R$ 3 bilhões de investimentos e reinvestimentos dos administradores.
Durante o leilão, o Sindicado dos Metroviários fez um protesto em frente a bolsa de valores contra a privatização dos serviços. Na quinta-feira (18), uma paralisação da categoria afetou o funcionamento de cinco linhas de metrô que servem a capital paulista. O governador Geraldo Alckmin rebateu as críticas de que o processo pudesse ser direcionado. “Isso é absolutamente irresponsável [acusar de direcionamento]. Nós fazemos leilão na bolsa, com absoluta transparência”, enfatizou em entrevista após o anúncio do resultado.
O Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, descartou a possibilidade de que a privatização aumente os preços cobrados pelo transporte. Segundo ele, o consórcio deverá receber cerca de R$ 1,77 por passageiro. O valor da passagem, reajustada no início deste ano, é de R$ 4 (ABr).

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