São Paulo inaugura exposição permanente sobre o Holocausto

Uma réplica em tamanho natural de um barracão de prisioneiros judeus, objetos e peças de vestuários, posters da propaganda nazista.

Logo na entrada, a famosa frase do portão do campo de Auschwitz ‘Arbeit Macht Frei’ (o trabalho liberta), seguida pela foto de Anne Frank, a garota alemã cujo diário se transformou em uma das mais conhecidas obras do período do Holocausto. Uma exposição inaugurada ontem (9) em São Paulo vai levar o visitante de volta ao passado para um período importante, embora trágico, da história mundial.
Considerado um dos episódios mais cruéis da humanidade, o Holocausto vitimou mais de 6 milhões de judeus, entre eles 1,5 milhão de crianças, mas ainda é pouco conhecido entre os brasileiros, especialmente os mais jovens. Para preencher essa lacuna, o Memorial da Imigração Judaica (Rua da Graça, 160, Bom Retiro) inaugurou a exposição permanente sobre o tema e passa a se chamar, a partir de hoje, Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto.
A exposição também proporciona contato com objetos autênticos pertencentes às vítimas do Holocausto e doados por seus familiares que hoje residem no Brasil. Outra seção comovente é a que exibe desenhos feitos por crianças prisioneiras dos campos de concentração, que retratam cenas observadas durante a terrível estadia naqueles locais (ABr).