Alckmin não tem ‘nenhuma pretensão’ de presidir o PSDB

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou ontem (6), não ter intenção de disputar a presidência do partido na convenção marcada para o dia 9 de dezembro.

Seu nome passou a ser cogitado frente a uma potencial disputa entre o senador Tasso Jereissati e o governador de Goiás, Marconi Perillo. Alckmin sugeriu até a divisão do comando entre os dois tucanos. “Não tenho nenhuma pretensão de presidir o partido. Todo o esforço é para unir o PSDB. Por que os dois não participam da direção partidária?”, afirmou após participar de cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.
O impasse sobre o novo presidente do PSDB e o temor de uma disputa fratricida na legenda levaram setores do partido a defender uma terceira via.
Questionado sobre o artigo no qual o ex-presidente FHC defendeu o desembarque da sigla do governo do presidente Michel Temer, Alckmin disse que FHC defendeu apenas a posição do partido, a de que o compromisso é apenas com as reformas, e lembrou que a permanência da sigla na Esplanada dos Ministérios está vinculada à aprovação delas. “FHC age como estadista, sua palavra é sempre ouvida”, acrescentou.
Alckmin também disse não ter conhecimento de nenhuma reação que o artigo do ex-presidente possa ter causado no governo. Interlocutores de Michel Temer relataram que ele teria ficado irritado com FHC, que estaria agindo com vistas às eleições de 2018. O presidente no entanto negou ter emitido qualquer opinião a respeito (AE).