Taxistas deveriam lutar para ‘flexibilizar regras’

Em vez de tentar restringir os aplicativos, os taxistas deveriam adotar como estratégia a luta pela flexibilização da própria regulamentação, na avaliação do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), que foi o relator do projeto aprovado com alterações e enviado à Câmara.

Mesmo considerando que o Senado “já fez sua parte”, Lopes se dispôs a continuar a colaborar com os taxistas durante a tramitação na Câmara.
“Vi muita preocupação dos taxistas em querer regulamentar os aplicativos. Acho que eles tinham que começar de outra maneira: flexibilizando a regulamentação do táxi. Mas se os taxistas me procurarem, estou disposto a ajudar”, disse Lopes, para quem o resultado da votação da véspera foi satisfatório, por reconhecer que “o transporte por aplicativo é uma realidade, é a modernidade que chega”.
“Sempre disse que não era contra o táxi nem contra o Uber. Quero boa convivência, e não podemos fugir. Citei um exemplo muito conhecido: a Kodak não vende mais filmes para máquinas fotográficas. Tentou resistir, mas é a modernidade. Não que os táxis vão acabar. No Rio, já há um aplicativo operado para os taxistas, e eles gostaram. Não adianta endurecer contra os aplicativos, porque a população quer’.
Ele lamentou a rejeição, durante a votação, de uma emenda que permitiria ao taxista aceitar corridas fora do município onde tem licença. Para ele, é um bom exemplo do tipo de flexibilização que a categoria deveria buscar. “É uma demanda antiga” (Ag.Senado).