Brasil é o ‘grande pilar’ de crescimento do grupo

O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, afirmou que o País é “de longe, o grande pilar” de crescimento para os resultados globais do grupo, dos quais seguiu respondendo por 26%.

“Em nove meses, entregamos todo o lucro líquido do ano passado”, comemorou o executivo, em coletiva de imprensa, na manhã de ontem (26). No acumulado de janeiro a setembro, o lucro do banco foi de R$ 7,201 bilhões, crescimento de 34,6% em relação aos nove primeiros meses de 2016. No terceiro trimestre, ficou em R$ 2,586 bilhões, montante 37,3% superior ao visto em igual intervalo do ano passado, de R$ 1,884 bilhão. Ao entregar tais números, o Santander renovou a marca de melhor resultado trimestral desde que desembarcou no País, em 2000, após a compra do Banespa. Segundo Rial, o banco tem condições de continuar melhorando o seu retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE), aproximando-se ainda mais dos bancos privados. Ele garantiu ainda que o foco do espanhol não é parar por aí e que apesar de já ter superado a meta para 2018, de 15,6%, o grupo considerou “prematuro” revisá-la. Existe espaço para a demanda por crédito no Brasil voltar a crescer no ritmo de dois dígitos, de acordo Rial. Esse avanço, porém, conforme o executivo, pode não se materializar em 2018 uma vez que o País passa por um processo de retomada do lado econômico. De acordo com ele, a carteira de crédito imobiliário, na qual o banco está com uma campanha de juros menores, deve voltar a crescer em um ritmo mais forte a partir do primeiro trimestre de 2018 (AE).