Previdência: governo "chegou ao limite"

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou na sexta-feira (12), que o governo já chegou ao limite nas concessões para aprovação da reforma da Previdência.

Ele afirmou que o Executivo espera que a proposta seja votada no Congresso até o fim do primeiro semestre. Disse ainda que o governo não pensa em aumentar impostos, caso a reforma não seja aprovada.
“Já chegamos no ponto em que governo federal tinha estabelecido como limite: 75% do que foi mandado para Congresso. Portanto, da parte do governo, não há disposição para fazer nenhuma outra concessão”, declarou Padilha. Ele afirmou que o governo está “avançando muito bem” nos temas que já fez algum tipo de concessão e que as contas para alcançar os 308 votos mínimos necessários para aprovar a reforma no plenário da Câmara “estão bem”.
“Continuamos trabalhando, conscientizando que a reforma é fundamental. E a reforma da previdência é a pedra de toque para o Brasil nos próximos anos. Ou fazemos a reforma da Previdência, ou então vamos ter de volta a inflação, o juros alto, mais desemprego ainda”, disse o ministro. Questionado se o governo cogita aumentar impostos, caso a proposta não seja aprovada, respondeu: “O governo não pensa em aumentar impostos”.
Padilha previu que o PMDB poderá aprovar o fechamento de questão a favor da reforma. “Vi que mais de 50 parlamentares do PMDB na Câmara pediram fechamento de questão. Seguramente a comissão executiva vai analisar o tema e, possivelmente, aprovar”, afirmou. Ele disse acreditar que o PSDB, um dos principais aliados do governo, também feche questão (AE).

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