Luciana Schavacini (*)

O segmento brasileiro de animais de estimação ocupa atualmente a terceira posição no ranking mundial, ficando atrás dos Estados Unidos e Reino Unido.

Uma das fortes mudanças que ocasionaram o crescimento está na relação entre famílias e pets, aliada a fatores sociológicos e psicológicos. Mas quais são as principais tendências e previsões para este setor? A vinda da modernidade, o crescimento populacional nas regiões urbanas, junto à verticalização das cidades, gerou um aumento de pessoas vivendo sozinhas e casais que não querem ou não podem ter filhos.

Esses são exemplos de situações que colaboram para os novos hábitos em relação aos animais de estimação, que estão sendo cada vez mais procurados, principalmente em feiras de adoção. No Brasil, o número de animais de estimação é cada vez maior. O IBGE trouxe um dado muito interessante em 2016: as famílias brasileiras cuidam de 52 milhões de cães e 45 milhões de crianças.

A tendência é que terá cada vez mais espaço para os animais, pois a população pet deve crescer 5% ao ano, enquanto que a de humanos menos de 1%. Por isso, embora a crise econômica tenha afetado o poder de compra do brasileiro em muitos outros setores, essa instabilidade não abalou o comércio pet. O mercado de produtos para animais de estimação segue em constante expansão e isso ocorre pelo fato de existir cada vez mais diversificações do setor.

Hoje, encontramos diferentes opções de cuidados e entretenimento para animais como padarias, centros estéticos, cabelereiros, televisão para os bichinhos, além das clínicas veterinárias. Para se ter uma ideia, segundo a Abinpet (Associação Brasileira de Indústria de Produtos para Animais de Estimação), só em 2016 estima-se que foram gastos cerca de R$ 19 bilhões, representando um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior. A previsão para 2020 é que esse número cresça para R$ 20 bilhões.

As vendas de rações, por exemplo, continuam líder no mercado, dominando 67,3% do faturamento de 2016, seguidos dos serviços de banho e tosa que correspondem a 16,3%. Por fim, estão as vendas de equipamentos, assessórios, beleza e higiene, junto com produtos veterinários e equipamentos, que correspondem a 8,1% no total. Portanto, é fácil entender o porquê de tantos olhos voltados para o setor pet.

De melhores amigos, pets passaram a ser considerados como membros da família, tendo direito a melhores refeições, acomodações, vestes e até Plano de Saúde próprio. Eles estão cada vez mais presentes em nossas vidas, seja em casa, nos momentos de lazer, nas viagens e até mesmo no nosso local de trabalho.

E esta é uma tendência que, ao menos no curto e médio prazo, somente se solidificará.

(*) - É sócia fundadora da marQ Systems, startup de base tecnológica criadora da easeTV, primeiro canal para pets no Brasil (www.easetv.com.br).