Marco Alberto Silva (*)

Segundo conceitos da Psicologia, toda crise é explicada como uma grande situação de mudança que exige do indivíduo ou de um grupo um grande esforço para manter o equilíbrio.

Pode ser definida também como uma fase de perdas ou de substituições.
Não é de hoje que atravessamos uma crise sem precedentes na história da economia brasileira. Todos os dias vemos muitas empresas fechando unidades, diminuindo turnos de produção, demitindo pessoas e até mesmo fechando as portas. Na engenharia, em especial, o momento é delicado: profissionais de diversos setores e níveis estão perdendo seus empregos e enfrentando dificuldades para se recolocar.

Apesar da visível falta de esperança, uma coisa é certa: o jargão de que toda crise traz consigo grandes oportunidades é verídico. Posso afirmar isso com conhecimento de causa, afinal, estou à frente do mesmo negócio há mais de 25 anos e já passei por situações adversas que me fizeram repensar as estratégias de inovação e crescimento. Em muitos momentos, para dar a volta por cima, foi necessário muita coragem e criatividade.

Em uma dessas oportunidades, na ocasião da fundação da Engemon, observamos que diversos clientes tinham necessidades mais complexas do que os serviços de engenharia civil e elétrica que oferecíamos na época. Enxergamos, então, que era necessário ampliar a oferta e adequá-la ao que o mercado exigia, uma vez que isso nos permitiria atuar em mais frentes e trazer o máximo de receita para dentro de casa.

Aprimoramos o portfólio, pesquisamos, nos especializamos, trouxemos profissionais gabaritados e passamos a oferecer o que há de mais completo no que chamamos de engenharia multidisciplinar. Cada novo produto comercializado era trabalhado com muita seriedade e profissionalismo, a ponto de os clientes deixarem 100% de suas obras a cargo da Engemon – as chamadas obras turn key.

Vimos a oferta crescer e amadurecer, conquistando cada vez mais clientes. Temos verdadeiro orgulho dessa inquietude que nos mantém renovados ao longo anos. Sabemos que o mercado vive de ciclos e, da mesma forma que o auge da economia não poderia durar para sempre, a crise uma hora vai ceder. Isso depende, porém, da postura que adotamos diante das adversidades.

Para 2017, os planos não podem se resumir a aguardar um milagre e esperar que a recessão chegue ao fim. Por isso, mais uma vez, investir em novas frentes de trabalho e em um portfólio mais aderente faz toda a diferença para os empresários brasileiros, sobretudo em um setor como a engenharia – um dos primeiros a sofrer diretamente com a economia em baixa. Tecnologia e serviços podem ser caminhos interessantes para quem deseja crescer e conquistar novos clientes nos próximos anos.

É fundamental ligar as antenas para as oportunidades que surgem e inovar sempre. As empresas inquietas e que buscam atender às necessidades que surgem ao longo do caminho são aquelas que devem sobreviver ao furacão e encontrar a bonança no final de tudo.

(*) - É presidente da Engemon.