Thamiris Rezende (*)

Existe uma máxima no mercado brasileiro, muito praticada pelos empresários, de que a comunicação corporativa existe para atender e beneficiar apenas as empresas de grande estrutura e faturamento alto, mas este é um grande engano!

Você sabia que a instabilidade econômica do Brasil tem estimulado a abertura de novos negócios? De acordo com a GEM (Global Entrepreneurship Monitor), pesquisa feita pela London Business School, o índice de empresas abertas no país por necessidade cresceu 14,5% entre 2014 e 2015. Mas, por outro lado, a Serasa Experian informa que as micro e pequenas empresas lideraram a lista de recuperação judicial em 2016 com 1.134 pedidos, seguidas pelas médias empresas, com 470.

É claro que muitas questões contribuem para o insucesso de uma empresa, mas entre eles estão: o desconhecimento da importância de um posicionamento de marca, a divulgação institucional, a criação de autoridade e a linguagem para tratar com os clientes nas mídias sociais.

Antes de tudo, vale ressaltar que o tamanho de uma empresa está na forma com que ela se posiciona no mercado e não relacionada à estrutura física que possui, por isso, independentemente do tamanho material, uma marca precisa ter uma identidade visual e organizacional (missão, visão e valores) muito bem definidas, afinal este é o DNA da marca.

Dizer o quanto uma marca é boa no que faz já não é mais suficiente, pois assim como o mercado, o consumidor evoluiu e busca algo a mais, como referências que podem ser passadas por meio de conteúdos informativos, relevantes e imparciais.

Aquele movimento de abordar o cliente e oferecer produtos e serviços é ultrapassado. Uma forma assertiva de vender é gerar a ação contrária: atrair o cliente por meio do posicionamento da marca no ramo de atuação. Como? Utilizando as ferramentas de comunicação, como marketing de conteúdo, assessoria de imprensa e redes sociais.

Outro caminho muito eficiente é deixar que os outros falem e referenciem você. Em 2016, o youPIX divulgou o primeiro estudo brasileiro sobre o mercado de influenciadores digitais em parceria com a GFK, empresa de pesquisa e inteligência de mercado. A AirInfluencers, plataforma de busca e gestão de influenciadores, aponta que o Brasil conta com 230 mil influenciadores e nativos digitais, sendo eles 31,9% no Instagram, 31,3% no Facebook, 20,5% no Twitter e 16,2% no YouTube.

O relacionamento entre uma marca e influenciadores e/ou criadores do mesmo segmento de atuação é uma alternativa assertiva para chamar atenção e dialogar com o público-alvo da marca, principalmente quando a marca possui um trabalho constante de produção de conteúdo online e também um forte posicionamento nos canais institucionais.

Portanto, a comunicação é imprescindível para uma marca/empresa que deseja se destacar no mercado de atuação. O que fará a diferença é a estratégia e não tanto o tamanho do investimento.

Pense grande para ser maior ainda!

(*) - É jornalista e diretora de comunicação da HUG Comunicação Corporativa. (www.hugcomunicacao.com.br).