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Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

Desde épocas imemoriais o homem tenta seguir o caminho da vida com vistas ao espiritual e sobreviver de forma condigna no mundo material afastado da miséria.

O reconhecimento dos entes da natureza foi um passo para chegar à adoração ao Deus único, mas os objetivos materiais sobrepujaram tudo o mais. Surgiram as religiões, o capitalismo e o Estado capitalista. Dominam, agora, objetivos ligados ao dinheiro e poder.
As guerras comerciais-econômicas e a miséria são as consequências naturais. Cada povo colhe o que semeia. Esperemos não seguir a Venezuela. As teorias das vantagens comparativas e do livre comércio são de outra era e, neste mundo, com quase oito bilhões de habitantes, precisam ser atualizadas para que não se ofereça vantagens a uns com perdas a outros.

Os países precisam de empregos, o que exige bom preparo das novas gerações, equilíbrio nas contas internas e externas sem cair no endividamento. A globalização quer tudo no mesmo balaio sem olhar para questões específicas, deixando que surjam a miséria e a precarização.

Petróleo é fundamental, mas sua cotação sempre apresenta instabilidade. Guerra comercial, sansões econômicas, o que se passa de fato? Com certeza está havendo um embate entre forças com objetivos antagônicos. O que se percebe são efeitos negativos que aceleram a desordem nos países melhor administrados e o caos nos mal administrados, caso do Brasil e outros, cuja população despreparada e desorientada não sabe o que fazer.

No geral, há cidades e países ao abandono, enquanto seus recursos naturais vão mudando de mãos sem ensejar melhoras internas. Com isso, há perdas com deterioração das regiões urbanas e aumento da insegurança. Os países têm vivido em desequilíbrio. Há décadas os mais fracos permanecem no prejuízo, financiando déficits com alto custo, entregando recursos naturais a preço de banana. Estranho que se passaram décadas até que os EUA buscassem restabelecer as contas deficitárias.

A Organização Mundial do Comércio (OMC), tão previdente, poderia ter minimizado o desequilíbrio. É para isso que essa organização deveria existir. O Brasil, mal gerido há décadas, precisa de um governo que seja pró Brasil, pois a guerra comercial tende a se agravar e quem tiver governo displicente vai ficar por baixo e sacrificar sua população.

Como encontrar a causa principal do que se convencionou chamar de nova estagnação secular? Os políticos só pensam em si e nos seus interesses, mas os países entraram em rota de desequilíbrio geral, e as novas gerações estão cada vez mais envolvidas pela parafernália tecnológica de informação voltada para o superficialismo, afastando-as do significado da vida.

Eleito presidente em 2002, Lula, fez o que seus antecessores descuidaram: deu renda à massa de pobres sem ensinar a pescar, sem educar, incentivando a renda fácil, comparando-a com os juros elevados pagos pelo Brasil. Pão e circo. Seu carisma e suas doações sem contrapartida encantaram o povo. Ao mesmo tempo, com o dólar barato as indústrias iam fechando e a dívida amentando.
Bastava olhar para perceber que seria um longo reinado. As táticas empregadas não destruíram o ídolo.


E agora o que vai ser? O Brasil está afundando. Sem emprego, sem bom preparo dos jovens, com renda declinando e precarização aumentando há cada vez menos motivação para fazer as coisas bem feitas. É preciso pôr a casa em ordem, mas temos que olhar que tipo de futuro está sendo gerado

O dramático apelo feito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a necessidade de sensatez dos eleitores bem poderia ter ecoado no início do século. A população brasileira chegou a um ponto de viragem democrática, enojada diante de tantas mazelas públicas e privadas, internas e externas, todos querendo abocanhar o seu quinhão.

Os anseios de um “basta” e de busca de melhor futuro se adensaram com força insuspeitada de norte a sul. O país necessita de governantes pró-Brasil, chega de vendilhões. Nesse sentido, a esperança recai naqueles que se mostram sinceros patriotas e fora dos esquemas oligárquicos de governo.

Errar é possível, mas é preciso inovar na União e nos Estados.

(*) - Graduado pela FEA/USP, é do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel. Articulista, realiza palestras sobre qualidade de vida. Coordena os sites (www.vidaeaprendizado.com.br) e (www.library.com.br). E-mail: (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.); Twitter: @bidutra7.

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