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Fabio Gonsalez (*)

É sensação comum entre a grande maioria dos gestores que suas organizações estão num ritmo mais lento do que deveriam com relação à inovação.

Muitos acham que suas equipes são pouco criativas, não pensam fora da caixa, não conseguem corresponder à necessidade de apresentar soluções que projetem a companhia para o rumo dos novos tempos.
Cientes de que fintechs, adtechs, regtechs, insurtechs, healthtechs etc. não pedem licença para entrarem em seus mercados, esses gestores entendem a urgência em trabalhar inovação para suas organizações.

A alternativa mais usada pelos executivos hoje tem sido buscar respostas em todos os lugares: eventos, reuniões semanais, conversas com pares, visitas a aceleradoras e co-workings, em outras áreas “criativas” da empresa, com seus colaboradores, com consultores etc.
Eles estão sedentos para saber sobre quem inova, como o faz, se há oportunidade para além dos muros corporativos, se há ameaças e outros aspectos.

No entanto, não há um modelo, uma metodologia, uma solução ou ferramenta que resolva estes desafios na velocidade e com a praticidade que eles gostariam. Além disso, este processo demanda muito tempo e quando finalmente são identificadas as oportunidades, chega outra fase tão desgastante quanto a anterior, que é o momento de vender a ideia internamente, convencer e sensibilizar.

É nesta etapa que surgem os conflitos internos entre áreas “criativas” e “não criativas”, priorização de projetos inovadores x projetos “BAU” (business as usual), definição de perfis de profissionais inovadores, níveis de report, penetração do esforço em todas as áreas da empresa, busca de patrocínio interno, identificação de parcerias etc. Então dá para entender a angústia e ansiedade da empresa estabelecida que precisa inovar.

Mas existem casos de sucesso nos quais as empresas e os profissionais envolvidos estão conseguindo vencer todos estes desafios. E, olhando para estes exemplos, o que podemos identificar como características comuns a todos eles é que a forma de dar conta desta complexidade e urgência é estabelecer um processo estruturado de busca pela inovação.

A realidade das empresas que estão conseguindo inovar de forma eficiente no Brasil mostra que esta inovação tem sido construída por meio de processos muito bem desenvolvidos com olhar atento para o ambiente externo e que levam em consideração desde uma mudança na cultura da organização até a quebra do paradigma de fazer investimentos sem a certeza absoluta do retorno.

Exemplos comprovam que os gestores devem iniciar imediatamente o desenvolvimento de processos estruturados que levem à inovação. Os ambientes colaborativos como o Torq, o Cubo, o InovaBra e outros estão aí para fornecer a inspiração. Depois é colocar em prática a transpiração.

Se não for por desejo de assumir uma nova cultura, que seja pelo menos para sobreviver.

(*) - É CEO do Torq, uma iniciativa da Senior Solution dedicada a concretizar projetos de inovação de serviços financeiros e design focado no usuário.

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