Eduardo Ferraz (*)

As empresas têm cinco motivadores para oferecer aos subordinados.

Um líder que se preocupa, de verdade, em motivar e dar melhores condições de trabalho a seus colaboradores, tanto em relação aos benefícios materiais quanto aos emocionais, recebe como contrapartida dedicação e comprometimento.

Além disso, a relação com o chefe imediato é o que vai definir o tempo que as pessoas vão permanecer na empresa, o nível de comprometimento e a produtividade. Profissionais de alta performance respeitam e admiram a fórmula: honestidade intelectual + senso de justiça, que acabam gerando autoridade moral. Por isso, o líder com genuína autoridade moral, gera maior comprometimento e dedicação por parte dos colaboradores, independentemente de seu estilo de liderança.

Excelentes gestores sabem que precisam entender o funcionamento do mapa mental de todo subordinado para aproveitar o que cada um tem de melhor. Para que o relacionamento chefe/subordinado seja cada vez mais produtivo, é preciso analisar os fatores que motivam as pessoas para, dentro do possível, atender suas necessidades materiais e psicológicas.

Cinco motivadores para oferecer aos subordinados:

1. Dinheiro - Está relacionado aos mecanismos de recompensa monetária. Aí entra o básico, como salário fixo, fundo de garantia, décimo terceiro salário, férias remuneradas, e valores extras que podem ser proporcionados com base em produtividade, como bônus, salários extras, porcentagem do lucro;

2. Proteção/segurança - Tem relação com estabilidade do emprego, regras claras e bom ambiente de trabalho. Há pessoas que preferem salário fixo e garantido em detrimento de uma remuneração variável que poderia ser maior. Elas gostariam do extra, mas não da insegurança que acarretaria;

3. Aprendizado - Equipes enxutas são verdadeiras escolas se o esforço for bem direcionado, pois o profissional pode aprender um pouco de tudo informalmente durante o expediente. Se o colaborador deseja aprendizado intenso, ofereça a ele os melhores treinamentos que puder bancar, além de ensinar pessoalmente o que você faz melhor, pois líderes bem-sucedidos têm uma maneira especial de executar algumas tarefas com um estilo peculiar;

4. Reconhecimento - Trata-se da forma como o gestor proporciona aprovação social ao indivíduo: elogios públicos, promoções e incentivos. Se o indivíduo valoriza esse motivador, faça elogios (desde que sinceros) em público e aumente suas responsabilidades, visando transformá-lo em alguém admirado e competente no que faz;

5. Autorrealização - Em equipes enxutas, é comum o profissional participar de todas as etapas de um novo projeto, do início ao fim. A grande vantagem é que ele pode acompanhar, quase diariamente, os resultados de seu esforço e, quando necessário, fazer ajustes e melhorias imediatas.

Diante desses pontos, o mais importante é entender que a boa empresa é aquela em que esforço, dedicação e bons resultados são recompensados de maneira proporcional aos méritos de cada um.

(*) - É consultor em Gestão de Pessoas e autor do recém-lançado “Gente de Resultados – Manual prático para formar e liderar equipes enxutas de alta performance”, da Editora Planeta.

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