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Gustavo Vaz (*)

O trabalho remoto tem se tornado parte da rotina de empresas todos os portes

Há inúmeros pontos levantados quando o assunto é abordado, desde benefícios como o funcionário ser mais produtivo, passar mais tempo com família e gerar um menor custo para a empresa, aos aspectos negativos, como não criar uma identidade da empresa, ser mais difícil se comunicar ou até mesmo ser mais difícil de criar um plano de carreira.

Como qualquer outra iniciativa, o trabalho remoto depende altamente da implementação. Já vi casos onde os pontos positivos foram amplificados e os negativos não existiram, como já vi casos opostos onde o caos foi criado. A cultura positiva depende dos líderes da empresa e no tempo que eles dedicam para criar o ambiente idealizado pessoalmente, por telefone ou por escrito.

É importante que o presidente se mantenha atualizado, incentive os funcionários a se desenvolverem, e que esteja sempre acessível. O exemplo e o esforço que os líderes dedicam à empresa são muito mais importantes que sua presença física. Se o funcionário está desmotivado e o líder da empresa não tenta estimulá-lo, ou se não há ferramentas de produtividade, certamente não trabalhar é uma probabilidade.

Por outro lado, há diversas formas de não só mitigar esse risco, como até aumentar a produtividade. Alguns exemplos incluem feedback frequente, definição clara de atividades e entregáveis, ligações e até reuniões diárias onde o funcionário diz o que fez no dia anterior e o que irá fazer no próprio dia.

Já ouvi essa frase diversas vezes, porém por experiência própria, a comunicação é muito mais fácil. Num escritório físico, a pessoa pode estar em reunião, no café ou no almoço. Outra coisa típica de um escritório cheio é ser interrompido várias vezes por dia, muitas vezes por perguntas que poderiam ser respondidas com pesquisas no Google.

Há ferramentas incríveis, como o Slack, onde cada funcionário participa dos canais de discussão de seu interesse e onde há também mensagens diretas. Se eu quero falar com uma pessoa, eu mando mensagem pela plataforma e, em geral, as respostas são imediatas.

Além da comunicação, o plano de carreira depende exclusivamente de responsabilidades e metas claras, rodadas de feedback, gerenciamento de expectativa e transparência. Se pessoa está performando bem e há oportunidades, a decisão de promoção e crescimento é ainda mais neutra, pois o cafezinho e a amizade pessoal terão pesos menores nas tomadas de decisão, fazendo com que a empresa seja ainda mais justa com seus funcionários.

O risco dos funcionários não se conhecerem pessoalmente existe e precisa ser reduzido por seus líderes. Iniciativas relativamente simples ajudam bastante nesse ponto, como todos obrigatoriamente terem uma foto nas ferramentas de comunicação, videoconferência mensal com todos da empresa e até mesmo viajar e encontrar pessoalmente algumas vezes por ano.

Eu, particularmente, gosto bastante de levar todos os funcionários pelo menos uma vez a cada dois meses para algum lugar para discutir estratégias da empresa, reunir com clientes, e criar um sentimento de confiança e parceria entre os membros do time.

(*) - É CEO da EmCasa, imobiliária digital que objetiva transformar a maneira que o brasileiro compra ou vende imóvel.

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