René Rodrigues Junior (*)

Atualmente vivemos em ambientes cada vez menores, passamos cada vez menos tempo em casa e, mesmo em meio à correria, sentimos falta da companhia de um animal de estimação.

Atualmente vivemos em ambientes cada vez menores, passamos cada vez menos tempo em casa e, mesmo em meio à correria, sentimos falta da companhia de um animal de estimação.

Esses bichinhos costumam ser a alegria da casa, o momento de descontração e, principalmente, o parceiro ideal para bons anos de vida juntos. No entanto, criar um animal não é tarefa fácil. Eles exigem cuidados diversos, inclusive os gatos, que têm fama de independentes, mas possuem características bem peculiares. Por isso, é fundamental conhecer o comportamento e as necessidades destes bichinhos antes de levá-los para casa.

Primeiro, é importante saber que o felino é, por natureza, caçador; e, como tal, precisa de duas coisas: buscar seu próprio alimento e descansar. Em relação a este último item, o gato se torna um bom parceiro para pessoas que ficam fora de casa por período maiores, pois eles dormem em média 16 horas por dia. Cabe a nós, humanos, aprender a respeitar esse horário de sono e dar-lhes o sossego merecido.

Por questões práticas, é muito comum deixarmos a ração sempre disponível para os gatos; e, por se tratar de um animal instintivamente caçador, é importante criar uma “dificuldade” para que ele se alimente. Um recurso interessante são os comedouros inteligentes, que se movimentam ao toque do animal e estimulam a curiosidade e o instinto selvagem. O momento das refeições torna-se, então, mais instigante e divertido.

Segurança também é um item de extrema importância, por isso é necessário fazer algumas adaptações para receber um gato em casa. Telas de proteção, por exemplo, são fundamentais para que eles não fujam. Os gatos se adaptam bem a pequenos espaços – aliás, esse é um dos principais motivos pelos quais a popularidade desses felinos vem aumentando. Ainda assim, é preciso manter o ambiente atrativo com brinquedos e arranhadores, por exemplo, e impedir que eles vão para a rua.

Permitir que o gato saia para dar uma voltinha não é proibido; aliás, é muito interessante que ele conheça novos ambientes. Todavia, vale ressaltar a importância de estar sempre acompanhado. Fora de casa, os animais estão suscetíveis a contrair ou desenvolver doenças sérias como FIV (também conhecida como AIDS felina) e leucemia, além da exposição a pulgas e ectoparasitas que também podem transmitir doenças aos donos – as chamadas zoonoses.

Outra questão que merece atenção é o fato de os gatos possuírem um comportamento territorialista, e nas ruas, as brigas entre os animais são comuns. Em situações assim, o seu bichinho pode se machucar, além de estar exposto a diversas situações perigosas e, em alguns casos ainda mais tristes, não voltar para casa. Assim, podemos concluir que gatos também necessitam e merecem cuidados especiais.

Esses bichanos adoram receber e doar amor e carinho e quando são bem-tratados, se tornam uma excelente companhia para a vida.

(*) - É médico veterinário da Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos.

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