Guilherme Freire (*)

É fato. O empreendedor brasileiro é um dos mais resilientes do mundo, ao enfrentar as dificuldades para obter resultados efetivos para o seu negócio.

Até em tempos de crise os empresários do Brasil não esmorecem e arregaçam as mangas, sem medo de enfrentar todas as burocracias e entraves que permeiam o universo de quem quer ter um negócio próprio. Prova disso é que de 2014 a 2017 cerca de 11 milhões de empresas foram criadas no país, segundo dados do Sebrae.

No entanto, nem tudo são flores e, de acordo com a mesma entidade, 23% das organizações fecham as portas nos dois primeiros anos. E mais: enquanto no Brasil se leva, em média, 117 dias para ter todos os registros, alvarás e licenças em mãos, de acordo com levantamento da Endeavor, nos Estados Unidos o tempo médio não passa de 48 horas. Em outros países desenvolvidos chega a até cinco dias corridos.

O empreendedor brasileiro é flexível e aguenta literalmente o tranco ao lutar contra seus concorrentes, burocracia e governo. E mesmo assim consegue ter sucesso acima da média apesar dos investidores, que muitas vezes não querem acreditar no seu negócio. Nos EUA o gestor pode focar apenas em tocar sua empresa e contratar os melhores profissionais.

Ao falar em bons especialistas, não é segredo para o mundo corporativo que um networking eficiente faz toda a diferença entre empresários e empreendedores bem-sucedidos. Os que sabem explorar esse método, constroem uma rede de relacionamento rica e diversificada. E é nesse ponto que a educação estrangeira sai na frente da brasileira.

Ao estudar MBA em instituições renomadas internacionais, como a Wharton Business School na universidade da Pensilvânia, é possível ter aulas com autores de livros usados como base para quem leciona no Brasil. Um exemplo é Adam Grant, reconhecido como um dos 25 mais influentes pensadores de gestão do mundo com menos de 40 anos. Ele escreveu mais de três best-sellers do New York Times, que venderam mais de um milhão de cópias e foram traduzidos para 35 idiomas.

Da minha vivência própria ao realizar um MBA na Wharton, posso ressaltar a chance de lidar com os melhores especialistas do Vale do Silício. Nos Estados Unidos, por exemplo, é possível estudar em universidades como a Wharton, Harvard e Stanford e ter as portas abertas pelos melhores profissionais do mundo.

Se o networking é primordial, é também importante que além da garra, todo empreendedor, brasileiro ou de qualquer outro lugar do mundo, tenha ciência que o estudo e qualificação são necessários para se obter resultados efetivos e podem ser diferenciais entre o sucesso e o fracasso de um negócio.

(*) - É MBA pela Wharton Business School na Universidade da Pensilvânia e Co-fundador da Wharton Alumni Angels Brasil.

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