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Wellington Calobrizi (*)

Parece que, finalmente, após um longo período de recessão, o país está retomando o caminho de sua economia.

Ainda que de forma singela, temos visto a cada dia, dados que comprovam as melhorias acontecendo. Após o fim de 2017, a expectativa é que a retomada econômica continue e se fortaleça durante este ano. Apesar da estimativa de déficit primário do governo em R$ 153,94 bilhões para 2018, informado pelo Ministério da Fazenda, a probabilidade, segundo analistas, é que todos os setores econômicos obtenham resultados ainda melhores dos que os obtidos em 2017.

De acordo com o Banco Mundial, em seu relatório de Perspectivas Econômicas Globais, a estimativa é que a economia brasileira tenha crescido, no ano passado, 1%. Para 2018, projeta-se avanço de 2%. O PIB brasileiro, que enfrentou um longo período de retração (somente em 2016, recuou 3,6%) em 2017 voltou a subir. De acordo com o Banco Central, calcula-se que a alta tenha chegado a 1%. A estimativa da instituição para 2018 é de 2,70%.

Por sua vez, a taxa de desemprego, que no início do ano passado chegou a incrível marca de 13,7%, atingindo 14 milhões de brasileiros, segundo pesquisas do IBGE, está caindo. Dados coletados no último mês de novembro mostraram que a marca caiu para 12%. E de acordo com analistas do Boletim Focus, do BC, deve alcança aproximadamente 10% ainda este ano.

Outro dado relevante para a retomada econômica é a inflação, que está prevista em 2,95% para 2017, abaixo do piso da meta fixada pelo governo (3%). Tal resultado não é atingido desde 1999, quando o regime de metas foi implantado no país. Com essa marca, a inflação brasileira reduziu consideravelmente, comparada a 2016, que registrou 6,29%, pouco abaixo do teto (6,5%), de acordo com dados do IBGE.

Além disso, os juros do país vêm caindo. A Selic, taxa básica de juros, fixada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, chegou a 13,75% no ano de 2016, no final do último ano, 7%. Com os juros em queda, supõe-se maior estímulo para consumo, o que tende a fortalecer ainda mais a situação econômica. Para este ano, há projeções que a porcentagem chegue em 6,75.

Por fim, a taxa de câmbio registrou alta, subindo, no final de 2017, de R$ 3,25 para R$ 3,29, conforme relatório Focus. Há, também, a Balança Comercial, que obteve alta no ano passado, chegando a US$ 65,82 bilhões de resultado positivo (total de exportações menos importações). Com tantos resultados positivos, a previsão do relatório Focus para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil naturalmente aumentou. Estima-se que, para 2018, o valor de investimentos gire na casa de US$ 80 bilhões.

Sendo assim, com tamanho investimento no país, as empresas devem esperar para este ano, resultados mais promissores, com o número de vendas elevado, além de inovações em produtos e serviços e maior estabilidade para seus negócios.

Por tudo isso, devemos preparar nossas empresas para engajar a marcha do crescimento, fazendo girar o ciclo da economia, provendo melhores produtos e serviços para a população e, enfim, colhendo frutos mais positivos após longos anos de políticas econômicas equivocadas.

Sigamos em frente, rumo ao sucesso!

(*) - É sócio da empresa b2finance e tem mais de 18 anos de experiência em Auditoria e Consultoria Tributária.

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