Mario Fortunato (*)

Quando o agronegócio é protagonista, diferentes setores da economia se fortalecem.

De fundamental importância para o agronegócio mundial, o cultivo de alimentos precisa crescer 20% até 2020 para atender o aumento da demanda, de acordo com dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse sentido, o Brasil é apontado como o principal responsável, pois deve ampliar a produção em 40% no período.

Para o país garantir esse protagonismo no cenário global, duas questões têm de ser destacadas: o bom momento do mercado de grãos, que deve atingir o volume de 238,2 milhões de toneladas na safra 2016/2017 - crescimento de 27,7% em comparação ao ciclo anterior; e o fortalecimento da agricultura familiar, que conta com 11,5 milhões de trabalhadores e é responsável por produzir 70% dos alimentos consumidos no país.

Nesse cenário em que o agronegócio aparece como protagonista, diferentes setores da economia se fortalecem. Entre eles, está a indústria de maquinários agrícolas, que trabalha fortemente no aprimoramento de suas soluções para atender às diferentes demandas dos produtores rurais. Para isso, investe fortemente no desenvolvimento de soluções com custos acessíveis, de fácil manuseio, seguras, que exigem menos esforço físico na operação e ainda garantem o aumento da produtividade no campo.

Na produção de grãos, por exemplo, não são apenas as fabricantes de grandes maquinários que se beneficiam, mas também as indústrias de tecnologias de pequeno porte. Um exemplo disso é o soprador, que, além de ser indicado para a limpeza de folhas e detritos, é uma ferramenta importante na prevenção de incêndios nas plantações de milho e soja.

O equipamento é indicado para fazer a higienização das colheitadeiras após o uso. Isso porque, dependendo da velocidade e do modo de operação, a palha e outros resíduos podem ficar concentrados no interior da máquina. Quando esse material entra em contato com o motor em alta temperatura, pode dar início a um foco de incêndio e, assim, gerar um prejuízo considerável ao produtor.

Já na agricultura familiar, diante da necessidade de driblar a escassez de mão de obra e de garantir o aumento da produtividade, as tecnologias capazes de mecanizar propriedades menores são cada vez mais necessárias. O motocultivador talvez seja o principal deles, já que pode ser usado no lugar da enxada e diminuir o tempo de trabalho de forma significativa. O equipamento é indicado para atividades de preparo do solo, principalmente em hortas e também em granjas, a fim de revolver a cama de frango e melhorar o ambiente de criação.

Outro ponto positivo do uso da tecnologia dentro de uma pequena propriedade é a redução significativa do tempo de trabalho. Com isso, o agricultor tem condições de diversificar as culturas e aumentar a oferta de alimentos.

Diante de todos esses fatores, notamos que o país ainda tem um grande desafio pela frente: contribuir com o crescimento da produção de alimentos e fortalecer o agronegócio. Para isso, diferentes segmentos da economia devem investir no setor, por meio de políticas de estímulo ao desenvolvimento e da criação de tecnologias capazes de otimizar o trabalho.

Esse é o caminho para que o Brasil se torne o maior produtor de alimentos do mundo.

(*) - É gerente de produtos da Husqvarna para a América Latina. A empresa é líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes.