Vinicius Maximiliano (*)

Qual seria sua reação se eu lhe dissesse que, atualmente, oito em cada dez operações que acontecem na NISE (Bolsa de Valores de NY) são efetivadas, acompanhadas e rentabilizadas por robôs?

E ainda: que essa é a tendência mundial para a maioria dos mercados? Calma, tem mais… Se eu dissesse que, em dez anos, tudo o que você conhece e estudou sobre mercado, economia, finanças, investimentos e rentabilidade estará ultrapassado? Mais uma: tudo isso está sendo estruturado, criado e testado hoje, em milhares de startups disruptivas e inovadores, nos quatro cantos do mundo.

Não, não estou pintando um cenário de terror e pessimismo! Isso é o que o restante do mundo está vivendo, e nós, brasileiros, precisamos correr, e muito, para não ficarmos atrás dessa nova onde tecnológica que está invadindo mercados (dos mais revolucionários aos mais tradicionais!) de forma impiedosa, maravilhosamente inovadora e assustadoramente eficiente.

Provavelmente você, ou alguém que conheça, já é usuário de serviços bancários digitais, tais como Nubank e outras plataformas praticamente sem qualquer estrutura física, taxas subsidiadas, crédito rápido e simplificação da relação cliente-banco. Nada de filas, taxas ou serviços casados. Nada de cheques, tarifas ou "serviço de banco". Tudo muito rápido, fácil, via aplicativo, direto no Smartphone e com aprovações bem rápidas.

Já deve também ter visto ou conhece um empresário ou pequena empresa que se inscreveu em plataformas de empréstimos online, de forma rápida, simples e eficiente. Análises de créditos super ágeis (mas nem por isso menos rigorosas), liberação online e pagamentos mensais que cabem no bolso.

E quem já não ouviu ou até mesmo participou de campanhas de financiamento coletivo, onde empresas e pessoas lançam um vídeo em uma plataforma, oferecem recompensas e em troca pedem o financiamento de uma ideia ou iniciativa, atingindo em pouco tempo alguns milhares de reais, além da viabilização do produto, servico ou projeto, 100% via internet e quase que totalmente livre do sistema financeiro tradicional.

E para completar, quem ja não ouviu falar das cryptomoedas? A nova febre mundial e que já está se tornando acessível diariamente a quase todos os brasileiros, e que promete, além de ganhos consideráveis, uma "fuga" segura dos trâmites e burocracias dos meios "antiquados" de investimento. Todas essas ideias resumem-se em três pilares: empoderamento financeiro, desburocratização setorial e liberdade dos bens monetários.

Vamos aos fatos... Bem vindos ao mercado financeiro do século 21!

(*) -Com MBA em Direito Empresarial pela FGV e especialista em Direito Eletrônico pela PUC/MG, é advogado corporativo e gestor contábil. Membro da Comissão de Mercado de Capitais e Governança Corporativa da OAB-SP, é diretor executivo da Etecon Contabilidade, especializada em questões fiscais e contábeis (www.etecontabil.com.br).