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Reunião, no Palácio da Alvorada, com líderes da base aliada na Câmara dos Deputados.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou ontem (6) que ainda não é possível votar a reforma da Previdência, pois todos os partidos estão com dificuldade para reunir votos, e que a data de votação da reforma só será marcada depois do convencimento de um número significativo de deputados a favor da proposta.
“Não dá para votar essa matéria, ela é muito importante, ela tem impacto muito forte nas expectativas da sociedade. E a gente ir para uma votação com clareza de derrota, apenas para ter uma data, a gente vai estar gerando uma sinalização de que não há na Câmara uma responsabilidade fiscal majoritária”, disse Maia.
Para que a proposta seja aprovada, são necessários pelo menos 308 votos entre os 513 deputados. O resultado majoritário de dois terços do plenário deve ser repetido em dois turnos de votação. Maia disse que a maioria favorável à reforma até existe, mas ressaltou que as circunstâncias e tudo o que ocorreu ao longo do ano, como a análise das denúncias contra o presidente Temer, acabaram “gerando um certo desconforto dos parlamentares”.
Para ele, divulgar balanços parciais dos números de votos alcançados até o momento não ajuda no processo de convencimento dos deputados. Ele defendeu também que o PSDB se manifeste logo sobre o posicionamento da bancada. “O PSDB precisa dizer é se é contra, ou a favor, e quantos são a favor pra que a gente possa entender se tem ambiente pra votar a matéria. Eu não votaria essa matéria com uma expectativa de derrota”, disse.
Maia participou, na manhã de ontem, de café da manhã oferecido pelo presidente Temer no Palácio da Alvorada para tratar da reforma. Ele disse que, até o momento, não havia o número necessário de votos (ABr).

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