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Antonio Cruz/ABr

Deputado federal Arthur Maia (PPS-BA).

O deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), relator da Reforma da Previdência na Câmara, disse ontem (12) acreditar que o próximo governo terá capital político suficiente para aprovar a reforma, mas previu que ela será mais profunda do que a que está em discussão. Maia participou do seminário ‘Reforma da Previdência: uma reflexão necessária’, na FGV, no Rio de Janeiro. Na sua opinião, o próximo governo terá condições políticas de fazer uma reforma mais dura e aprovará um projeto diferente do que consta no parecer em discussão na Câmara, assinado por ele.
“Certamente, se fará outra reforma. Ao meu ver, será uma reforma mais dura e muito mais profunda”, disse, acrescentando que: “O novo presidente eleito entra com todo o capital político para adotar as medidas que sejam necessárias. Não importa qual seja o viés ideológico de quem se eleja, tenho convicção de que será uma reforma muito mais profunda que a que consta no meu parecer”.
A legislação determina que, em função da intervenção federal na segurança pública do estado do Rio, o Congresso não pode promover alteração à Constituição, como é o caso da Reforma da Previdência. Maia afirmou que não tratou da possibilidade de suspensão da intervenção para votar a reforma com ninguém e foi enfático ao apontar que o governo não tem os 308 votos necessários para aprovar a reforma na Câmara.
“Não temos votos. Não adianta. O governo não tem os 308 votos. Já fiz essa conta de baixo pra cima, de cima pra baixo, de norte para sul e de leste para oeste. Não temos votos”, disse o deputado, que não descartou a possibilidade de o cenário mudar após as eleições: “Depois da eleição é outro planeta. Será outra realidade totalmente diferente” (ABr).

“Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”.

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