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Nelson Jr/SCO-STF

Ministro Marco Aurélio Mello, do STF.

Brasília - O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse ontem (18), que a situação política é preocupante e que o Brasil continua sangrando diante das revelações da delação da JBS. “São tempos estranhos, geradores de grande perplexidade nacional. E o Brasil, como nós estamos vendo, continua sangrando”, disse o ministro, ao chegar ao edifício-sede do STF para a sessão plenária.
O ministro recomendou serenidade para aguardar os próximos acontecimentos. “O momento é de guardar os princípios. Nós temos uma Constituição e ela precisa ser respeitada, apenas isso. Vamos aguardar para ver quais serão os próximos passos. Que sejam passos seguros e que atendam, acima de tudo, os anseios da sociedade”. Indagado se o presidente Michel Temer deveria renunciar ao mandato, o ministro respondeu: “Não sei, não sei. A renúncia é um ato individual.”
Ao afastar Aécio Neves do exercício das funções parlamentares ou de qualquer outra função pública, o ministro Edson Fachin, do STF, impôs outras duas medidas cautelares: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS; e a proibição de se ausentar do País, devendo entregar seu passaporte.
Indagado sobre a decisão de Fachin, Marco Aurélio disse que o afastamento de um parlamentar eleito pelo povo é algo excepcional. “E eu diria excepcionalíssimo”, completou (AE).

“Quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de homem
obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo”.

Mahatma Gandhi (1869/1948) Líder pacifista indiano